Enem pode ter vazado em mais escolas

Written by Covac Junior
março 13th, 2012

Diario de Pernambuco
O procurador da República Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE), disse nessa sexta-feira que os cadernos do pré-teste do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicados em 2010, podem ter sido vazados em outros colégios. As investigações revelaram que em uma reunião ocorrida no Colégio Santo Inácio, em Fortaleza, a representante da Fundação Cesgranrio contratada para coordenar a a realização do pré-teste entregou os malotes com os cadernos aos coordenadores de aproximadamente 30 escolas, sem autorização legal. Nessa etapa, os colégios apenas cedem o espaço físico e os alunos, ficando a cargo da Cesgranrio aplicar as provas, com supervisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo Enem. Ao entregar os malotes aos coordenadores das escolas, abriu-se a possibilidade de vazamento das questões. Para Costa Filho, agora é preciso saber se o crime se repetiu em outros colégios. “Como não existia logística para aplicação dos pré-testes, a representante da Cesgranrio entregou os malotes aos coordenadores. Temos comprovação de que o Colégio Christus copiou o conteúdo e distribuiu aos alunos. Agora, precisamos saber se outras escolas também agiram da mesma forma. Vamos pedir à Polícia Federal que continue as investigações, agora ampliando o foco”, afirmou o procurador.
Costa Filho coloca também em xeque o pré-teste aplicado na capital cearense em 2011, pois não há garantias de que o problema não se repetiu. Para ele, a postura do Ministério da Educação (MEC) e do Inep foi de acobertar a extensão real do vazamento. O procurador acredita que o grande impacto do vazamento dos pré-testes só foi possível porque o Banco Nacional de Itens não conta com um número mínimo de questões para garantir a segurança do Enem. Na sua opinião, enquanto esse problema não for resolvido, não há condições para realização do exame.
“O MEC e o Inep causaram tudo isso quando insistiram fazer uma prova sem os requisitos exigidos, como a implementação de um banco de itens significativo. A quantidade de itens é que dá segurança. Em um concurso dessa natureza, com essa logística irresponsável, não há como garantir de que não vai vazar. Mas o vazamento não teria a consequência que teve se o banco fosse realmente grande.” Na quinta-feira, o MPF-CE denunciou cinco pessoas pelo vazamento de questões do pré-teste, sendo dois representantes do Inep, um da Cesgranrio e dois do Colégio Christus. Os membros do instituto foram acusados de falsidade ideológica ao negarem ser possível obter os cadernos de questão. Já a funcionária do Cesgranrio cometeu crime ao entregar os malotes aos coordenadores sem autorização legal. E um professor e um coordenador do Colégio Christus foram denunciados por uso e divulgação indevida do material.
Sem comentários – Procurado pela reportagem, o Colégio Christus disse que ainda não tinha sido informado sobre a decisão. Já o Ministério da Educação (MEC) afirmou, em nota, que não vai comentar a denúncia do MPF pela imprensa. A representante da Cesgranrio não trabalha mais para a fundação. Em outubro, alunos do Colégio Christus confirmaram ter recebido um material que continha questões idênticas ou parecidas com as que haviam caído no Enem. Segundo a escola, as questões fariam parte de um banco de perguntas que o colégio recebe de professores, alunos e ex-alunos para promover simulados. O MEC constatou que a escola distribuiu os cadernos nas semanas anteriores ao exame, com questões iguais e uma similar às que caíram nas provas realizadas no Enem e cancelou as provas feitas pelos 639 alunos do colégio.

Fonte: Correio Braziliense

Meta é assinar 200 mil novos contratos do Fies este ano

Written by Covac Junior
março 13th, 2012

Ascom Mec
O programa de Financiamento Estudantil (Fies) teve em 2012, até o início de março, 75 mil contratos firmados com instituições privadas. Em 2010, o programa financiou 75.603 estudantes e, no ano passado, 152.406. As facilidades para obter o financiamento do curso de graduação têm atraído cada vez mais estudantes. A meta para este ano é de 200 mil novos beneficiados. A diretora de políticas e programas de graduação da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Paula Branco de Mello, explica que a adesão das instituições privadas de ensino superior ao Fies é voluntária e, portanto, são elas que determinam o valor de bolsas a serem financiadas. “Chegado ao limite de financiamento daquela instituição, o estudante deverá procurar outra que ofereça o mesmo curso”, esclarece. Atualmente, 1.400 instituições em todo o Brasil participam do Fies.
Para informar os jovens sobre as facilidades do novo Fies, o Ministério da Educação está no ar com campanha institucional veiculada nas rádios de todo o país até 15 de março. A campanha tem o objetivo de tornar conhecido o Fies e permitir que estudantes com dificuldades financeiras possam ingressar na faculdade ou terminar o curso em que estão matriculados. É o caso da aluna Glauce Mendes Nogueira, que cursa o quinto semestre de pedagogia na Universidade Estácio de Sá e diz estar em dificuldade financeira para concluir o curso. O prazo de pagamento do Fies é o triplo do tempo de utilização do financiamento mais 12 meses, com 18 meses de carência. Ou seja, para um curso com duração de quatro anos, o estudante terá 14 anos e meio para pagar a dívida. Os juros são de 3,4% ao ano e é possível financiar 100% da mensalidade. Os estudantes de licenciatura e medicina que se dispuserem a trabalhar nas redes públicas de educação e saúde amortizam sem dispêndio 1% da dívida consolidada por mês de trabalho.

Fonte: Correio Braziliense

Docentes da rede pública do Distrito Federal já paralisaram as atividades nesta segunda-feira
Estadão.edu, com Agência Brasil
Os professores da rede pública do Distrito Federal entraram em greve nesta segunda-feira, 12. Eles exigem equiparação salarial com outras carreiras de ensino superior do governo do DF. A paralisação mobiliza cerca de 12 mil docentes e não tem data para acabar. O governo alega que não pode conceder aumento de salário para não ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os professores do DF recebem o piso salarial da categoria, ao contrário de seus colegas de 17 Estados, segundo mostrou levantamento divulgado hoje pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Para exigir de governos estaduais e prefeituras o cumprimento da Lei do Piso do magistério, professores vão paralisar as atividades de quarta-feira, 14, a sexta-feira, 16.
O presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão, destaca que o movimento pode ser ampliado, por tempo indefinido, conforme as assembleias da categoria em cada Estado. “Os professores farão atos públicos e passeatas em vários Estados brasileiros. A chamada da CNTE é de três dias para fazer uma avaliação, se continuará ou não com a greve. Cada Estado tem autonomia de fazer uma avaliação e ver a situação, decidindo se deve (manter) a greve”, disse Leão, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, que foi ao ar hoje. Leão destacou ainda que o piso salarial em vigor no País – que é de R$ 1.451 – não atende às necessidades dos profissionais em educação. Segundo ele, pelos cálculos da CNTE, o ideal é fixar um piso de R$ 1.937.
“Os governadores e prefeitos em vez de buscarem formas de pagarem sem questionar, não, eles questionam o critério e o valor de reajuste. E, nós não aceitamos esse tipo de coisa e essa paralisação tem essa finalidade”, disse Leão. Levantamento feito pela Agência Brasil publicado na semana passada aponta que nove Estados ainda não pagam o valor do piso aos professores: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Piauí, Ceará, Bahia, Alagoas, Amapá e Tocantins. De acordo com o presidente da CNTE, atualmente muitos Estados e municípios não conseguem provar o que investem em educação. Pela Constituição Federal, no mínimo 20% do total arrecadado em impostos pelo Estado devem ser aplicados em educação.

Fonte: O Estado de São Paulo

Nova lei pode liberar xerox de livro inteiro

Written by Covac Junior
março 13th, 2012

Projeto do Ministério da Cultura também prevê uso digital e educativo das obras
Mariana Mandelli
Uma possível mudança na lei de direitos autorais, em análise na Casa Civil, vai facilitar a vida dos estudantes que sofrem para pagar o preço exigido pelos livros e apelam até para o scanner na hora de copiar textos. Caso o projeto seja aprovado no Congresso, o xerox de uma obra inteira, que é proibido hoje, será liberado para uso não comercial. Atualmente, só é permitido copiar algumas páginas e capítulos – apesar de não ser difícil encontrar papelarias que fotocopiem o livro todo. O anteprojeto de lei, construído pelo Ministério da Cultura (MinC) nos últimos anos por meio de consultas públicas, pode ser avaliado ainda neste semestre, segundo Marcia Barbosa, diretora de direitos intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais da pasta.
Além da possibilidade da cópia do livro original na íntegra para uso privado – até mesmo para meios digitais -, as alterações da lei preveem a possibilidade de uso educativo das obras. “É o uso didático de um livro em sala de aula. O professor pode mencionar o livro, mostrá-lo e fazer citações pequenas.” As possíveis mudanças com a revisão da Lei dos Direitos Autorais preocupam a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). O advogado Dalizio Barros, representante da ABDR, diz que permitir a cópia do livro inteiro pode fazer a situação sair do controle. “Não pode haver fins lucrativos. Então, a cópia não pode ser feita numa copiadora, que teria lucro com isso. Tem que ser por conta própria e não vale cópia da cópia”, explica. Barros afirma que a maior preocupação da associação hoje é a pirataria digital. “As mídias eletrônicas são ignoradas pela lei. Um PDF num e-mail vai para todo mundo em questão de minutos – é uma pulverização muito grande.” Segundo ele, alguns livros são caros porque são importados. Além disso, afirma, as bibliotecas deveriam ser melhor aparelhadas.
Com os altos preços dos livros e a proibição de tirar cópias de obras inteiras, os universitários se viram para economizar e, ao mesmo tempo, não deixar de estudar. As ideias vão além da famosa “pasta do professor”, em que o docente deixa os textos das aulas disponíveis para cópia na sala de xerox da faculdade – prática condenada pela ABDR. Algumas infringem a lei, como pegar livros da biblioteca da faculdade e fotografar as páginas – para depois enviar para os colegas de sala, por exemplo. Opções. Há quem prefira os livros usados. Lucas Filippelli, de 21 anos, estudante de Engenharia de Produção de uma universidade particular do ABC, compra as obras que seus veteranos de curso utilizaram nos anos anteriores. “Paguei R$ 200 em três. O preço de um só novo é R$ 250″, conta. “Seria melhor se os livros fossem mais baratos. Prefiro gastar R$ 150 em um novo do que R$ 90 em xerox, que pode vir com folhas e letras faltando.”
A internet também facilita a busca. “Alguns artigos encontro no Google Acadêmico ou no Google Books. Quando não acho, alguém da sala escaneia partes ou o livro todo e gera um PDF”, afirma a estudante de Design de Moda Camila Regis, de 20 anos. A atual legislação é criticada pelos estudantes. “É inútil por ser de difícil controle – seja pelo xerox, seja por meios digitais”, afirma Paulo Amarante, de 26, estudante de Engenharia. Alguns alunos não acreditam que as mudanças na lei vão alterar o cenário. “Haverá apenas a manutenção do sistema, em que só parte da população tem condições de comprar livros”, afirma Julio de Souza Neto, de 23 anos, aluno de Geografia. Ele calcula que gastaria R$ 2,5 mil por semestre se comprasse todos os livros da bibliografia do curso. Os professores que lecionam em faculdades e universidades destacam ainda mais um problema: muitos livros – alguns clássicos e essenciais para os cursos de ensino superior – têm edições esgotadas.
“Existem livros que só se consegue pela fotocópia. Isso dificulta inclusive no planejamento das aulas, por exemplo”, afirma Caroline de Mello Freitas, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e da Faculdade Santa Marcelina. PARA ENTENDER: Legislação é de 1998 – A reprografia de obras literárias foi um dos sete temas que receberam atenção na revisão da Lei de Direitos Autorais. Um anteprojeto de lei foi elaborado em 2010 e submetido à consulta pública. Depois de passar por revisão do Ministério da Cultura, encontra-se na Casa Civil. Não há prazo legal para que siga ao Congresso. A lei de vigente (n.º 9.610) é de 1998. De acordo com a legislação, são protegidos os textos de obras literárias, científicas, conferências, sermões, ilustrações, cartas geográficas, músicas (com ou sem letra), desenhos, pinturas, esculturas e arte cinética, entre outras.

Fonte: O Estado de São Paulo

MPF denuncia cinco por vazamento no Enem

Written by Covac Junior
março 12th, 2012

Por enquanto, os envolvidos são dois representantes do Inep, uma da Fundação Cesgranrio e dois funcionários do Colégio Christus, do Ceará. Outras pessoas estão sendo investigadas
Rio de Janeiro – O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) apresentou ontem denúncia à Justiça contra cinco pessoas pelo envolvimento no vazamento de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado. Dois são representantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), uma representante da Fundação Cesgranrio e dois funcionários do Colégio Christus. A participação de outras pessoas no crime não está descartada. Por isso, o MPF pediu que o Inep entregue todo o material usado no pré-teste. Segundo o Ministério Público, as representantes do Inep cometeram crime de falsidade ideológica, ao negarem a chance de se obter os cadernos do pré-teste. A procuradora responsável pelo processo criminal, Maria Candelária di Ciero, escreveu que ambas fizeram isso “com o objetivo de acobertar a extensão do vazamento da prova”. Já o representante da Cesgranrio cometeu crime ao entregar aos coordenadores do colégio, sem autorização legal, os cadernos do pré-teste, um crime previsto no artigo 325 do Código Penal. Já o professor e a coordenadora do Colégio Christus serão processados por utilização e divulgação indevida do material sigiloso.
“A conclusão a que o MPF chegou é que o vazamento somente ocorreu e provavelmente ocorrerá pela vulnerabilidade do sistema no seu aspecto de deficiência da composição do Banco Nacional de Itens (BNI) que viola totalmente a metodologia que regulamenta a aplicação correta e segura do Enem”, explica a procuradora da República Maria Candelária de Di Ciero. ALUNOS Em outubro, alunos do colégio Christus confirmaram ter recebido um material que continha questões idênticas ou parecidas com as que haviam caído no Enem. Segundo a escola, as questões fariam parte de um banco de perguntas que o colégio recebe de professores, alunos e ex-alunos para promover simulados. O MEC constatou que a escola distribuiu os cadernos nas semanas anteriores ao exame, com questões iguais e uma similar às que caíram nas provas realizadas no Enem e cancelou as provas feitas pelos 639 alunos do colégio.

Fonte: Estado de Minas

Professora foi contratada pelo consórcio para coordenar aplicação de pré-teste em Fortaleza
Carlos Lordelo e Cedê Silva, do Estadão.edu
SÃO PAULO – O procurador da República Oscar Costa Filho diz que itens do pré-teste do Enem 2011 podem ter vazado em outras escolas de Fortaleza, além do Christus. Segundo ele, só na capital cearense, 30 colégios foram locais de pré-teste e os coordenadores das unidades tiveram acesso aos cadernos de questões. Nesta quinta-feira, o Ministério Público Federal ofereceu denúncias contra cinco pessoas no caso do vazamento de perguntas do último exame.“Houve uma reunião no Colégio Santo Inácio, a convite da Cesgranrio, para que os cadernos fossem entregues aos coordenadores”, afirma o procurador. A responsável pela aplicação do pré-teste em Fortaleza nega. A professora aposentada Evelina Seara, de 71 anos, acusada de violação de sigilo funcional pelo MPF, diz que apenas entregou aos coordenadores, nos dias seguintes à reunião no Santo Inácio, malotes lacrados contendo os cadernos de itens. A investigação da Procuradoria revelou detalhes do funcionamento do pré-teste que não foram esclarecidos pelo Ministério da Educação à época do vazamento, revelado pelo Estadão.edu em 26 de outubro. Não se sabia, por exemplo, que o pré-teste foi aplicado em mais de um dia e em mais de um colégio da mesma cidade.
Além de Evelina, o MPF denunciou à Justiça outras quatro pessoas: um professor e uma funcionária do Christus, pela utilização e divulgação indevida de material sigiloso, e duas servidoras do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), por falsidade ideológica. Segundo Costa Filho, as servidoras do Inep foram denunciadas por negar ao MPF e à Polícia Federal a possibilidade de se obter todos os cadernos do pré-teste. O MEC informou hoje, por meio de nota, que só iria se pronunciar “pelos canais jurídicos regulares”. Ainda no ano passado, o Estadão.edu pediu à pasta a lista dos colégios que foram locais de aplicação do pré-teste em 2010, mas não obteve retorno.
Banco de questões – Segundo a denúncia do MPF, o vazamento ocorreu porque o banco de questões do Enem é pequeno. “A divulgação pelo Inep/MEC de uma suposta composição de 6 mil itens não se sustenta à luz das investigações e das causas que desencadearam o vazamento”, diz o texto. Para o procurador Oscar Costa Filho, “se existissem 6 mil questões, a probabilidade de repetir no Enem o que caiu no pré-teste seria mínima”. “O que aconteceu mostra que o banco está esvaziado. E, se está esvaziado, não dá para fazer o Enem.” Alunos do Christus receberam poucos dias antes do Enem 2011 um simulado com várias questões idênticas às que caíram no exame. O vazamento veio à tona três dias depois das provas e resultou, após intensa guerra judicial, no cancelamento de 14 testes para os estudantes do 3.º ano e do cursinho do Christus. / COLABOROU CARMEN POMPEU, DE FORTALEZA

Fonte: O Estado de São Paulo

Os desafios do ensino de Inglês no Brasil

Written by Covac Junior
março 12th, 2012

Thiago Lopes
As distâncias físicas continuam as mesmas. No entanto, o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação nos últimos anos vem aproximando cada vez mais nações distantes geograficamente. O fenômeno, conhecido como globalização, faz com que o mundo possa ser comparado com uma pequena aldeia, onde é todos sabem o que acontece pouco depois do ocorrido. No entanto, como existem diversos idiomas, para haver comunicação e aproximação, de fato, entre os povos, é necessária uma linguagem em comum. Atualmente, a língua tida como universal é a inglesa. Muito utilizado em negociações políticas e tratados comerciais entre países e empresas multinacionais, o Inglês deixou de ser um diferencial e tornou-se pré-requisito para as melhores vagas oferecidas no mercado de trabalho. No Brasil, soma-se à isso a realização de eventos de grandes proporções, como a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, a Copa do Mundo de futebol, em 2014, e os jogos olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro.
Pensando em desenvolver o ensino da língua inglesa no país, o British Council, uma organização internacional do Reino Unido, que tem como um de seus objetivos estabelecer a troca de experiências, inclusive na educação, entre seu país de origem e os mais de 100 onde atua, realizou, nos dias 1º e 2 de março, o I Fórum de Língua Inglesa como Política Pública. A intenção era reunir líderes governamentais, educadores e pessoas ligadas à área para discutirem projetos que viabilizem o acesso à língua por pessoas com diferentes tipos de rendimento. Segundo a organização, menos de 5% da população brasileira têm inglês fluente e a estimativa é que a procura pelo aprendizado do idioma cresça até 40% nos próximos quatro anos devido à proximidade dos eventos. Desafio: despertar no aluno o interesse por outros idiomas – Durante o encontro, foi lançado o programa de pesquisa English Next Brazil, desenvolvido pelo linguista e pesquisador britânico David Graddol. A pesquisa, realizada anteriormente na Índia, vai analisar fatores demográficos e tendências econômicas, apontando como podem influenciar políticas públicas para o ensino de língua inglesa. De acordo com o especialista, o mundo inteiro procura novidades na educação, e o Inglês faz parte disso. Para ele, a estratégia de encher a cabeça das crianças com competências e habilidades para a vida toda está desgastada. “Precisamos focar na autonomia do aprendizado ao longo da vida e desenvolver a fluência linguística. Atualmente, o ensino do Inglês é bastante dependente do professor. Acredito na necessidade de incentivar a autonomia e o interesse do aluno em aprender”, afirmou.
David Graddol disse que o idioma tem sido parte central de reformas educacionais em vários países, desde o início da década de 90. Para tornar o aprendizado mais eficaz, o especialista acredita em três pilares fundamentais: o treinamento dos professores, a motivação dos alunos e o que acontece fora da escola. “É impossível querer que tudo aconteça somente dentro de sala. É preciso dar exposição e familiaridade com a língua”, disse. Com a proximidade dos grandes eventos, que têm repercussão mundial, e a necessidade em aprimorar o Inglês dos brasileiros, surge um questionamento importante: existe tempo hábil para uma melhora rápida? De acordo com Jim Scarth, diretor da British Council no Brasil, os resultados mais efetivos só começam a aparecer entre 10 e 20 anos, depois de duas ou três gerações. Porém, é possível ensinar o idioma de maneira específica, voltado para facilitar a recepção dos turistas. “Podemos treinar, por exemplo, policiais, taxistas e atendentes nos estádios. Eles não precisam ter um Inglês perfeito. Um vocabulário restrito, para atender algumas necessidades, já é o suficiente. Só precisamos pensar qual é o foco, centralizar em conversas curtas e objetivas, para que as pessoas sejam capazes de dar informações básicas aos visitantes”, destacou o especialista, afirmando que cursos de um ou dois anos podem apresentar resultados práticos, mas não são suficientes para que o nível da população seja considerado bom. “Ainda há muito para ser feito. Porém, o mais importante é desenvolver o ensino da língua nas escolas públicas. As particulares são boas, mas são apenas para as classes mais privilegiadas”, completou.
O que é preciso fazer para ampliar o acesso à língua inglesa? – “Em primeiro lugar, precisamos ter a consciência de que estamos vivendo em um mundo globalizado. Dentro disso, o Brasil se destaca como grande potência econômica e, por isso, em suas relações comerciais e políticas, necessita do Inglês, que é a língua da globalização. Necessitamos de políticas públicas voltadas para o ensino do idioma para o povo brasileiro, dando ênfase, principalmente, na oralidade. O trabalho precisa começar nas escolas. Apesar de ainda não termos muitas políticas para isso, já há indicadores sobre essa necessidade.” Francisco Prim, coordenador pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia
“Acho que a língua inglesa tem uma importância muito grande em dois sentidos básicos. O primeiro é em relação ao nível do indivíduo, de formação pessoal, já que expande os horizontes culturais, educacionais e humanos. Além disso, sob o ponto de vista do país, é fundamental no desenvolvimento das áreas de ciências tecnológicas. Isso é primordial para a inserção definitiva do Brasil no mundo das competições econômicas e políticas tão acirradas como é atualmente.” Marcelo Embiruçu, pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal da Bahia. “Para você se comunicar com o mundo e ter acesso a determinadas informações que circulam internacionalmente, é necessário ter conhecimento sobre a língua inglesa. Entretanto, é importantíssimo que isso não fique limitado apenas às elites. Precisamos estabelecer políticas públicas para que todos, inclusive as classes sociais menos favorecidas, aprendam, ao contrário do que acontece historicamente, ficando restrita a pequenas parcelas da população. Nosso maior desafio é proporcionar o aprendizado do Inglês de maneira democrática.” Sávio Siqueira, professor da Universidade Federal da Bahia
“O Inglês abre a possibilidade de ascensão social e desenvolvimento acadêmico, especialmente em um país como o nosso, que está crescendo e adquirindo um papel cada vez mais importante no cenário mundial. Por isso, acho importante que as pessoas tenham a oportunidade de aprender o idioma e serem incluídas nesse processo, independente de sua classe social. Um país com uma boa parcela de falantes da língua inglesa, em última análise, é capaz de obter maior desenvolvimento, pois possibilita uma comunicação mais fluente no mundo, impulsionando negociações mais eficientes e menores custos em determinadas iniciativas.” Sérgio Silva, presidente da Associação Brasileira de Culturas Inglesas. Rio é uma das poucas redes que têm política para o Inglês – Apesar da demanda e das perspectivas de que o conhecimento da Língua Inglesa será cada vez mais necessário no curto e médio prazo, são poucas as secretarias de Educação que têm projetos estruturados para ensino da disciplina. Nas redes municipais, que se ocupam do ensino fundamental, onde a língua estrangeira não é disciplina obrigatória, ações nessa linha são ainda mais raras. Um dos exemplos que seguem na linha contrária a esse quadro é a cidade do Rio que, motivada pela demanda decorrente dos Jogos Olímpicos de 2016, já deu o pontapé inicial para tentar desenvolver a fala da língua inglesa em suas crianças. Desde 2010, o município realiza, através da Secretaria Municipal de Educação (SME), o programa Rio Criança Global, que consiste em introduzir o ensino do idioma desde o 1º ano do ensino fundamental. Desde o início do projeto, os alunos do 1º ao 4º e 6º anos têm dois tempos semanais de Inglês, com ênfase na conversação. Em 2012, os estudantes do 5º e 7º anos também foram inseridos, totalizando 400 mil alunos beneficiados. A partir de 2013, os jovens do 8º ano serão atendidos e, em 2014, será a vez do 9º ano.
“Não podemos exigir que, apenas com isso, eles sejam fluentes na língua, mas dá um empurrão em direção ao aprendizado e constrói um caminho para que, no futuro, possamos ampliar a produção deles no Inglês”, comentou a secretária Claudia Costin, durante o Fórum. A ideia, segundo a secretária, é possibilitar que as crianças possam ser anfitriãs dos jogos, se comuniquem em outro idioma e aumentem sua empregabilidade. De acordo com ela, todos precisam ter acesso ao idioma, ampliando o que chamou de cidadania global. “Estamos tentando colocar o Inglês como política pública. A dificuldade é grande, mas o entusiasmo também. Vivemos uma reforma educacional no Rio e o Inglês não é algo a mais, é parte integrante”, disse, lembrando que os jovens que estudam em instituições de elite têm acesso ao Inglês desde a infância.

Fonte: Folha Dirigida

Mercadante participou de abertura de conselho de secretários de educação. Piso salarial foi reajusto em 22,22%; há greve em Goiás e no Distrito Federal
Do G1, em São Paulo
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira (8) na abertura da reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Natal, que o cumprimento do novo piso salarial dos professores influencia na formação de novos profissionais. “Se não recuperarmos o valor do piso dos professores não teremos como atrair os jovens para a carreira. E todos sabemos que somos carentes de professores em todas as etapas da educação”, disse. O Ministério da Educação divulgou em 27 de fevereiro que o piso salarial nacional dos professores foi reajustado em 22,22% e seu valor passou a ser de R$ 1.451,00 como remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A decisão é retroativa para 1º de janeiro deste ano. Em Goiás e no Distrito Federal há movimentos de greve da categoria porque o piso não está sendo pago. Durante o evento em Natal Mercadante lembrou que alguns secretários e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Carlini, eram parlamentares quando o piso e a forma do seu reajuste (proporcional ao custo aluno do Fundeb) foram aprovados no Congresso Nacional, em 2008. “Nós votamos na lei e não houve objeção. Ao contrário, houve um grande consenso.”
O ministro ressaltou ainda que o dispositivo da lei que assegura um terço da jornada dos professores fora da sala aula também deve ser cumprido e lembrou que o Supremo Tribunal Federal votou pela constitucionalidade da lei ao examinar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta por cinco governadores. “Mas é preciso discutir essa questão dentro de um processo pedagógico. A hora atividade é para melhorar a educação, a aprendizagem e para o professor avaliar seus alunos, preparar as aulas, dedicar-se à sua formação”, afirmou. Mercadante concluiu sua intervenção fazendo um apelo aos secretários estaduais para que mobilizem suas bancadas parlamentares para aprovar com urgência o Plano Nacional de Educação para o período 2011-2020. “É fundamental aprová-lo este ano. Não podemos nos dar por satisfeitos. Precisamos aumentar os recursos para a educação”, disse.

Fonte: Portal G1

MEC quer parceria com hospitais de referência

Written by Covac Junior
março 9th, 2012

Instituições receberiam verba para criar faculdades de Medicina e melhorar o ensino
João Domingos
BRASÍLIA – O governo pretende propor parcerias com hospitais de referência para melhorar o ensino de Medicina no País, dentro de um plano para aumentar vagas no curso em cerca de 40%. Entre as instituições às quais serão oferecidas verbas federais para criarem faculdades especializadas em Medicina estão o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, em São Paulo; o Aliança, em Salvador; o Português, no Recife; e o Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A iniciativa é embrionária, disse ontem o ministro Aloizio Mercadante (Educação), que tratou do tema com a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro Adib Jatene, um dos entusiastas da ideia das faculdades especializadas vinculadas a hospitais de referência. “Não sabemos como será negociada a parceria, mas queremos que os hospitais nos ajude a melhorar o ensino de Medicina”, disse Mercadante. Hoje, o Brasil dispõe de 1,8 médico para cada 10 mil habitantes, número muito inferior ao de outros países da América Latina, EUA e Europa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a relação nos EUA é de 2,4 médicos para cada 10 mil habitantes, na Grã-Bretanha, 2,7, Argentina, 3,0 e Cuba, 6,7.
Para aumentar o referencial de 1,8 para 2,5 médicos a partir de 2020, além das parcerias com os hospitais de referência, o governo pretende ampliar as vagas para Medicina nas universidades federais e fechar convênios com as estaduais e particulares que tenham bons cursos. O governo quer iniciar a ampliação das vagas já no segundo semestre. Uma das intenções do governo é fazer com que as faculdades e as residências médicas avancem para o interior – onde hoje há pouca presença de profissionais que tratam diretamente da saúde. Os hospitais Hospital Albert Einstein e Moinho de Vento afirmaram não ter tido contato com o governo para discutir o tema. Roberto Padilha, diretor de ensino do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, diz que o tema já saiu em diálogos com o governo federal. “Temos diversas parcerias para aprimorar a formação médica. Mas uma proposta assim precisaria ser discutida internamente no hospital.” Para ele, seria mais produtivo oferecer auxílio às instituições locais, em vez de criar faculdades partindo do zero.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) reiterou sua posição contrária à criação de novos cursos de Medicina no País. “Na última década, foi autorizado o funcionamento de 85 escolas de Medicina”, afirma Desiré Callegari, do CFM. “Se o problema fosse a falta de escolas, a suposta falta de médicos já estaria resolvida.” O órgão defende a elaboração de políticas de distribuição e fixação dos profissionais. Polêmica. Milton Linhares, do Conselho Nacional de Educação (CNE), disse que o órgão vai divulgar uma resposta às críticas de Jatene às decisões do CNE relativas aos cursos de Medicina. Jatene afirmou que o CNE recriou todas as vagas que haviam sido fechadas por sugestão da Comissão de Especialistas do Ensino Médico, instituída pelo então ministro Fernando Haddad. Linhares argumentou que, das 17 universidades afetadas pela decisão, o CNE só deu parecer favorável à restituição das vagas em 5. “Elas mostraram que corrigiram as deficiências”, diz. “Críticas à atuação do CNE são fruto da pressão do CFM e da Associação Médica Brasileira, contrários à criação de cursos de Medicina.” / COLABORARAM ALEXANDRE GONÇALVES E SÉRGIO POMPEU

Fonte: O Estado de São Paulo

Nesta quarta (7), docentes de universidades estaduais fizeram paralisação. Proposta será discutida com técnicos das instituições e do governo
O governo do Paraná informou, nesta quarta-feira (7), que irá apresentar, até o dia 20 de março, uma proposta de equiparação salarial dos professores e agentes universitários, das instituições de ensino superior da rede pública estadual. Também nesta quarta, professores de várias universidades estaduais pararam por um dia. Ainda de acordo com o governo, após uma conversa entre o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, e representantes dos professores, foi formado um grupo de trabalho para definir a proposta a ser apresentada. O grupo reunirá técnicos das universidades e das secretarias envolvidas e será coordenado pelo vice-governador Flávio Arns. A paralisação foi decidida em assembleia do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel). O objetivo da mobilização dos professores é conseguir 31,73% de reajuste aos professores e técnicos. Os docentes pedem também a equiparação salarial com os técnicos. Um professor em início de carreira ganha R$ 1.800,00, já um técnico tem salário inicial de R$ 2.300,00.
Em Londrina, os acessos à UEL foram bloqueados com pneus na manhã desta quarta, para impedir a chegada dos estudantes. Já em Maringá, os professores devem se reunir no auditório da UEM com a reitoria, para discutir o posicionamento do governo quanto a reivindicação de aumento salarial e o indicativo de greve. Docentes da UEPG e da Unioeste, dos campus de Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Toledo, viajaram para Curitiba para participar de uma manifestação nesta quarta.

Fonte: Portal G1