Novo ENEM
Publicado por Covac em 15 Abr 2009 | sob: Sem Categoria
O novo ENEM teve a data de sua aplicação postergada para o mês de outubro, contrário ao que inicialmente fora fixado, ou seja, para o mês de agosto. Tal alteração talvez venha inviabilizar ou dificultar a sua utilização para o ingresso nas Universidades, eis que os vestibulares já se iniciam nos derradeiros meses do ano e, caso os resultados ainda não estejam disponíveis em tais datas, não poderão servir de único meio de acesso ao ensino superior nas instituições que aderirem ao novo ENEM.
Além de alterações estruturais na prova, que não somente agrega a exigência de novos conteúdos, mas também tem ampliado o número de questões, o novo ENEM, de acordo com um dos intuitos de sua criação, deve ser não um, mas o único critério de seleção para o ingresso no ensino superior, substituindo os vestibulares ou outros processos seletivos.
A adesão ao novo ENEM, contudo, não é obrigatória, esperando o governo que tal se dê, inicialmente pelas públicas, mas também pelas particulares. Algumas instituições poderão, quiçá, utilizar os resultados dessa prova para agregar ao seus processos seletivos tradicionais, mas ainda é cedo para saber se, efetivamente, o novo sistema do exame nacional do ensino médio irá agradar a todos. O tempo dirá.
Cinthya Nunes Vieira da Silva
| Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 210


Metodologia mais moderna
O novo Enem é apresentado como uma avaliação moderna, construída segundo uma metodologia que permite identificar os alunos mais capazes não somente pelo volume de informação assimilada, mas por sua capacidade de aplicá-la, graças à utilização da Teoria de Resposta ao Item (TRI).
Além disso, ele se estrutura em uma matriz de referência organizada em quatro macroáreas - matemática, linguagens e códigos, ciências da natureza e ciências humanas - capaz de aferir 120 habilidades, ante as 21 da versão antiga do Enem. “O aumento define melhor cada macroárea em termos de habilidade e possibilita um aprofundamento do conhecimento do sujeito que fará a prova”, explica a consultora do Inep Gisele Gama Andrade. Cada habilidade que integra a matriz será aferida pelo menos uma vez, acrescenta Gisele.
O Enem antigo contemplava somente língua portuguesa e matemática e as questões não mantinham necessariamente um vínculo com os conteúdos ministrados nas escolas; agora, a matriz foi construída a partir das Orientações Curriculares do Ensino Médio, publicadas pelo MEC em 2006. Desse modo, busca aferir a capacidade de o aluno aplicar o conhecimento, ao mesmo tempo em que incorpora conteúdos curriculares do ensino médio.
Neste ano, serão realizadas quatro provas (uma por área) contendo 45 questões objetivas de múltipla escolha cada, durante dois dias, 3 e 4 de outubro. Os alunos também farão uma redação. A partir de 2010, deverá ser realizado duas vezes ao ano.
Fonte: REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 147
O estudante deverá encarar o Enem 2009 (Exame Nacional do Ensino Médio) como um “exame de sangue”, afirmou Reynaldo Fernandes, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) na tarde de quarta-feira (29). “A gente não entende ele, mas acredita nos seus resultados”, disse.
Ele se refere à dificuldade que os estudantes terão de entender e aferir sua nota com a nova metodologia que será usada na prova, a TRI (Teoria de Resposta ao Item).
Com a TRI, não será mais possível o estudante conferir o gabarito da prova e saber o seu resultado no mesmo dia. Ele só terá conhecimento dela quando o Inep a divulgar.
Ao contrário de uma prova tradicional, em que as questões têm valores objetivos, o novo método usa um intrincado sistema de pesos envolvendo erros e acertos. Softwares farão o cálculo da nota de cada candidato levando em consideração uma série de variáveis.
A nota levará em consideração o item que o candidato escolheu, mesmo se a alternativa não for a correta. Se ele escolher um item próximo ao correto, por exemplo, isso o ajudará, pois mostra que o candidato tem certo conhecimento da matéria.
A dificuldade das questões, aferida da quantidade de pessoas que a acertaram, também será levada em conta.
A possibilidade do acerto ao acaso, o “chute”, também será considerada. Um estudante que, por exemplo, errar questões que a maior parte das pessoas acertou e acertar aquelas consideradas mais difíceis será prejudicado pelo novo sistema. Fernandes lembra aos estudantes que, de qualquer maneira, é sempre melhor responder a questão do que deixá-la em branco.
Apesar da dificuldades na explicação do novo método, Fernandes defende a aplicação da nova prova pois será possível comparar estudantes que fizeram provas diferentes.
“É uma prova difícil de calcular, mas o mundo inteiro está caminhando para isso”, disse Fernandes. “Há um custo da transição, mas com o tempo vai aumentar a segurança da prova”.
A prova é de ampla utilização em outros países. Um exemplo conhecido por parte dos brasileiros é Toefl, exame de proficiência em língua inglesa. O TRI é utilizado pelo Inep no Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e na Prova Brasil. O novo Enem será a primeira prova feita pelo governo em que ocorrerá uma avaliação individual pelo método.
O novo Enem terá questões mais difíceis que as dos anos anteriores e perguntas específicas de áreas do conhecimento como física e química. Ele será dividido em cinco áreas de conhecimento, além da redação. As universidades poderão utilizar esses resultados separados para a admissão da forma como bem entenderem.
Para elaborar a nova prova, o Inep tem feito uma série de pré-testes. No último mês, mais de 3.000 questões foram testadas por estudantes do segundo ano do ensino médio e do primeiro ano da faculdade de todas as cinco regiões do país.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/07/30/ult1811u352.jhtm