Maio 2009
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Publicado por Cinthya Nunes em 06 Mai 2009 | sob: Sem Categoria
Mudanças no currículo do Ensino Médio
O Ministério da Educação apresentou proposta destinada a alterar o currículo do ensino médio, colocando fim à clássica divisão por disciplinas, bem como determinando a ampliação da carga horária.
A proposta, que ainda divide as opiniões dos especialistas, tem como uma das metas provocar no aluno maior interesse pelo estudo, oferecendo uma visão de utilidade quanto ao que é estudado.
Atualmente há 12 matérias que devem ser estudadas pelos alunos. De acordo com o projeto, essas seriam divididas em quatro grupos mais amplos (línguas; matemática; humanas; e exatas e biológicas), de forma a ficar menos fragmentadas, proporcionando uma visão mais abrangente, mais qualitativa e eficaz.
Como o novo ENEM, substituto desejado dos vestibulares, também não contemplará áreas distintas, a proposta do MEC pode ser vista como um aliado para que, com o tempo, todos os vestibulares, mesmo o das particulares, adotem como único critério de ingresso, o resultado do ENEM.
Louvável que o intento seja o da melhoria da qualidade do ensino médio, eis que, uma vez essa atingida, acabaria, se real e não somente numérica, resolvendo ou amenizando vários dos problemas enfrentados no ensino superior, como o despreparo total de muitos dos ingressantes.
Ainda que problema da qualidade do ensino no país seja multifacetado, não dá mais para restringir as propaladas grandes alterações educacionais somente no ápice da pirâmide, ou seja, no ensino superior, mas sim deve ser focado, para ser consistente, em todas as etapas anteriores, no ensino fundamental e no médio.
Uma das questões que se faz obrigatória, contudo, é saber se as escolas estão preparadas para esse novo currículo, se há professores que detêm esse conhecimento mais globalizado, menos estático, mais abrangente, capazes de fazer tal alteração valer a pena. A ampliação mesma da carga horária leva a outros questionamentos de ordem prática, como pagamento de professores, contratação e toda uma alteração na vida estudantil.
Enfim, como sempre, em sede de educação, o que se espera, muito mais do que somente críticas, é que o bom senso prevaleça e que a educação possa, realmente, estar na direção dos bons ventos.
Cinthya Nunes Vieira da Silva