Julho 2009
Arquivo Mensal
O melhor Blog do Ensino Superior Brasileiro
Arquivo Mensal
Publicado por Covac em 14 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
Abriu-se recentemente uma grande discussão na mídia após a decisão do STF em cancelar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Não nos cabe agora polemizar ainda mais e tomar partido para um lado ou outro, mas cumpre-nos informar mais uma alteração sugerida pelo MEC ao Conselho Nacional de Educação em desmembrar o curso de jornalismo da área de Comunicação Social e torná-lo uma graduação autônoma. Caso o desmembramento seja aprovado, a graduação em Jornalismo se unirá a Cinema e Audiovisual, cursos que recentemente se desvincularam da área de Comunicação Social.
Publicado por Covac em 14 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
Ontem postamos uma notícia de Cuiabá anunciando o fechamento da Faculdade Católica Dom Aquino. Se para a Católica de Cuiabá as coisas não andam bem, hoje, em contrapartida, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) respira aliviada. Ontem a Ulbra assinou um acordo que pode viabilizar o pagamento de sua dívida com a União, estimada em cerca de R$ 1,3 bilhão e, como parte do acordo, poderá entregar alguns de seus hospitais para o poder público.
A união também tem seu papel de manter as IES privadas em boa saúde financeira. A educação, em última análise, deve ser a preocupação do Estado.
Maiores informações em http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2579322.xml&template=3898.dwt&edition=12707§ion=1003
Publicado por Covac Junior em 13 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
Em notícia vinculada pelo jornal Diário de Cuiabá a Faculdade Católica Dom Aquino anunciou o fechamento de suas portas e pegou de surpresa os alunos da instituição. A Faculdade Dom Aquino funciona nas instalações do Colégio Salesiano Santo Antônio, no bairro Coxipó. Criada há 3 anos, a unidade, que estaria enfrentando problemas financeiros, conta com cerca de 140 estudantes e oferece dois cursos, de Administração e Sistema de Informática. Anteontem, não houve aula.
A crise atingindo o setor educacional!!!
Maiores informações em:
http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=350318&edicao=12447&anterior=1
Publicado por Covac Junior em 08 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
“A falta de um ambiente qualificado para gerar talentos pode comprometer a formação da nova safra de profissionais brasileiros nos próximos anos. Não se trata, porém, de uma falha das universidades e escolas de negócios brasileiras, uma vez que o país reúne algumas das melhores instituições de ensino da América Latina. O que faz o Brasil perder pontos em relação a outros países da região é o número reduzido de pesquisadores e os baixos investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento. Outro empecilho para que o país se torne um celeiro de talentos no futuro é a dificuldade para atrair estudantes de fora e contratar profissionais estrangeiros.” Fonte Valor Econômico (08/07/2009)
A Universidade, conforme definido na Lei de Diretrizes e Bases em seu artigo 52, além da formação de quadros profissionais para o mercado de trabalho, tem a obrigatoriedade de fomentar a formação de pesquisadores.
A visão atual das IES privadas foca-se no ensino voltado para o mercado de trabalho, o que, de certa maneira, trata-se de um objetivo correto dos mantenedores. Em geral, os alunos procuram a continuação de seus estudos pós-ensino médio voltados à perspectiva de crescerem em profissões e galgarem melhores condições de vida. A graduação, portanto, é um dos meios de saciar estes anseios e a formação voltada à prática profissional cumpre este fim.
Todavia, com as recentes mudanças que temos vivido em épocas de crises mundiais e de escassez – sendo este último conceito primordial para a economia – os novos métodos de soluções de problemas, as inovações tecnológicas, a busca por mercados ainda não explorados se fazem necessários ao desenvolvimento dos mercados econômicos e das empresas. E este avanço se dá primordialmente pelo fomento à pesquisa, conforme se verifica na matéria hoje publicada no jornal Valor Econômico.
Assim sendo, nota-se que se têm demandado profissionais também com uma visão mais teórica e pesquisadora, capaz de arranjar novas soluções para os problemas apresentados, ou mesmo descobrir novas técnicas de produção e nichos mercadológicos.
A matéria completa traz estudos dessa demanda por pesquisadores e que nos faz repensar um pouco no papel das nossas universidades
Publicado por Cinthya Nunes em 06 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
Inadimplência assusta setor educacional
O jornal Estado de São Paulo veiculou hoje, dia 06 de julho, nota sobre o alto índice de inadimplência no setor educacional.
Próximo aos 35%, o número de inadimplentes na região metropolitana é preocupante. Ainda que aferido em um aspecto geral, havendo IES que, seja pela solidez, seja por mecanismos de prevenção ou pela dimensão, trabalhem com índices menores, menos alarmantes, não é possível ignorar que, caso esse índice não apresente redução nos próximos meses, o setor estará correndo risco de enfrentar uma séria crise.
A inadimplência no pagamento das mensalidades escolares havia sofrido uma diminuição em 2007, mas retomou crescimento em 2008. É fato que o mercado mudou, em vários sentidos: de um lado, uma crise econômica mundial que, mesmo mascarada, não pode ser ignorada, provocando desempregos e o conseqüente endividamento das famílias. De outro, o próprio perfil das instituições de ensino se alterou com o surgimento de grandes grupos que, fortalecidos pela extensão, número de campis e de alunos, investidores e políticas de proteção eficazes. A par desses grupos, que são dotados de alternativas para evitar a inadimplência em números perigosos para a saúde da empresa, ainda há as instituições pequenas, familiares, muitas delas não adaptadas ao novo padrão do mercado, onde a concorrência pode oferecer mensalidades mais enxutas, com menor risco interno.
Fato inegável é que não interessa a ninguém a quebra das instituições de ensino. Em não se tratando de fechamento por ausência de qualidade, quando se toca outra seara, o fechar de portas de uma IES somente tem conseqüências indesejadas, como demissão de funcionários, alunos que precisam ser remanejados, entre outros. Ironicamente, muitas vezes, instituições que entram em colapso econômico são conhecidas por elevado padrão de qualidade de ensino, marcado por políticas de valorização docente, de infra-estrutura e filosofia de ensino positivamente diferenciadas. Não afetas às exigências de mercado, considerando o baixo poder aquisitivo de grande parte dos novos ingressantes no ensino superior, o público oriundo as chamadas classes D e E, várias instituições de ensino acabam sem alternativa diante de folhas de pagamento inchadas, altos custos gerais e inadimplência de um terço dos alunos.
A educação, sem sombra de dúvida, não pode se resumir somente a uma atividade comercial, inescrupulosa e faminta por lucros, mas não dificilmente sobreviverão as instituições que não se adaptarem aos novos contornos do mercado e do alunado.
Quanto à crise econômica que permeia quase todo o mundo, globalizada que está, pouco podem, sozinhas, as instituições de ensino, como aliás pouco podem os próprios mercados internos de cada país, mas com políticas de planejamento específicas, talvez seja possível reduzir o impacto dela, ao menos até que o cenário mundial se defina.
A par disso, ainda há que se considerar que, infelizmente, para as instituições de ensino, por conta da legislação em vigor, até mesmo a cobrança do aluno inadimplente se torna tormentosa, sendo comum, para quem milita no meio, o conhecimento de alunos que, paga a primeira mensalidade, tem a convicção de garantir, até mesmo nos tribunais, boa parte do curso sem pagar.
Não raras vezes, alguns desses alunos possuem bons carros, celulares de última geração, mas, embora não desejem parar a faculdade, não a tem como pagamento prioritário.
Seja por algum desvio de prioridades e de caráter, seja pela ausência de recursos, praticamente um terço dos alunos, em termos estatísticos, de forma geral, em 2008, deixou de honrar com o pagamento das mensalidades…
Eis aí uma equação complexa, que vem desafiando, cada vez mais, mas não tão recentemente, os gestores educacionais. Afinal, há que se sobreviver, mas sem se esquecer do fim maior da educação…
Publicado por Covac em 03 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
A Revista Linha Direta está presente em 20.000 instituições ligadas à educação e é distribuída, mensalmente, através dos principais sindicatos das escolas particulares que integram o Projeto Linha Direta e também pela UNESCO, atingindo lideranças educacionais e instituições de ensino de todo o Brasil.
Em parceria com os sócios da Covac Educação & Soluções e com a Covac Sociedade de Advogados, a Revista Linha Direta publicará mensalmente os artigos escritos por eles ligados à área educacional.
No mês de julho, o Dr. Covac conjuntamente com o Dr. Kildare Meira escreverão um primeiro artigo que tratará sobre a crise que afeta o ensino, com destaque para o parcelamento de débitos fiscais e para os programas de refinanciamento do ensino superior.
Assim que publicado, postaremos o artigo aqui no blog.