Internacionalização de universidades esbarra em problemas estruturais

Publicado por Covac Junior em 08 Set 2010 | sob: Sem Categoria

04/09/2010 - De alguns anos para cá, as universidades brasileiras perceberam a importância da internacionalização para se projetarem no futuro. Na prática, no entanto, não existe um projeto coeso e consistente. Em sua maioria, a internacionalização toma forma apenas como um conjunto de projetos separados, e não de um processo. Esbarrando em dificuldades estruturais, financeiras, culturais e linguísticas, cada universidade apresenta problemas específicos para avançar nessa direção.
Na Unesp (Universidade Estadual Paulista), um dos problemas enfrentados é o financiamento, conta José Celso Freire Júnior, assessor de relações externas da universidade. “Para professores e doutorandos é muito tranquilo [conseguir bolsa], mas para mestrandos e graduandos é mais complicado.”
De acordo com o professor, até existe financiamento, mas a demanda é muito maior que a oferta. “Se você for perguntar, de 30% a 40% dos alunos [de graduação] têm desejo de ir para o exterior”. A Unesp tem cerca de 35 mil alunos e deve mandar, segundo Freire, por volta de 500 para o estrangeiro neste ano. Ou seja, o percentual fica em 1,4% da população discente.
O professor José Pissolato Filho, da Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), cita um outro problema: a falta de estrutura para o recebimento de estrangeiros, inclusive alojamentos. “Enquanto na Europa isso é muito fácil, aqui é difícil. Não temos residência universitária, precisamos dividir os intercambistas pelas repúblicas de estudantes, é mais complicado.”
Processo x atividades
Irene Kazumi Miura, presidente da Comissão de Relações Internacionais da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto (FEA-RP/USP), já cita um problema na adminstração da instituição: “A alta direção da USP deveria dar diretrizes para as unidades atuarem. Cada escola está fazendo do jeito que acha que tem que fazer, não existe política integrada”, conta.
Mais que a experiência administrativa no campus de Ribeirão Preto, Irene fala com propriedade acadêmica. Em sua tese de livre-docência sobre o processo de internacionalização, defendida em 2006, a professora faz uma análise da situação na Universidade de São Paulo que já apontava a necessidade de compreender a internacionalização como um processo e não como “atividades (número de acordos internacionais, quantidade de alunos intercambistas, mobilidade de professores)”.
Troca de experiência é uma das vantagens da internacionalização
Quando os gestores pensam como será a universidade do futuro, uma característica é quase unânime: as instituições de ensino superior terão de ser cada vez mais internacionais se quiserem sobreviver com prestígio. Mas o que siginifica essa internacionalização?
Para a professora Irene Kazumi Miura, presidente da Comissão de Relações Internacionais da FEA-RP/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto), a internacionalização, para além do movimento de mandar estudantes para o exterior e receber estrangeiros, está ligada à busca de excelência e compartilhamento. “Algumas unidades da USP já têm um fluxo consolidado de troca de conhecimento, pesquisas em conjunto, vai e vem de professores entre universidades, já é um movimento natural. Nos últimos anos, esse discurso está mais forte, como uma resposta ao processo de globalização. Se temos trocas de bens e servições, por que a educação estaria de fora?”
Porém, para concretizar esse processo, a professora enfatiza a importância da estrutura organizacional: recursos financeiros, pessoal especializado, com funcionários que falem inglês e espanhol. Principalmente o idioma anglo-saxão, uma vez que “a língua do mundo acadêmico é o inglês”.
A busca da internacionalização, na prática, é recente. A professora conta que as comissões de relações internacionais das unidades têm, em média, cinco anos. Na FEA-RP, por exemplo, a docente diz que o processo está mais consolidado pelo caráter de negócios da faculdade, que vem acompanhando o movimento de internacionalização das empresas. No entanto, há outras unidades que não contam com a mesma facilidade, porque, entre outros motivos, o cargo não conta com verba de representação, ou seja, o docente responsável pela comissão não recebe por isso. “Essa desigualdade está relacionada à carência da parte organizacional.”
De olho nos rankings
Para o professor José Pissolato Filho, da Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), há dois fatores que empurram para a internacionalização: os rankings mundiais, em que, “para subir, é preciso ser uma universidade global”, e, intimamente ligada a isso, a própria globalização: “a gente forma um engenheiro aqui, mas ele vai trabalhar fora, por isso é uma demanda do mercado que ele tenha essa formação multicultural, fale pelo menos duas línguas.”
O professor explica que a Unicamp “já nasceu com vocação internacional”, devido à presença de professores que tinham essa experiência. No entanto, a universidade encontra dificuldades para cumprir essa tendência na prática. “A meta do reitor que assumiu é que 30% dos alunos tenham possibilidade de fazer intercâmbio. Mas é difícil”, afirma Pissolato Filho.
De acordo com o professor, uma universidade pode ganhar o rótulo de internacional se tiver, pelo menos, 15% de intercambistas. Segundo ele, o percentual da Unicamp fica por volta de 10% atualmente. Para buscar soluções para este problema, de um ano para cá a universidade criou um Grupo de Trabalho de Internacionalização, ligado à reitoria. O objetivo é subir as metas e transformar a universidade em internacional.
Na Unesp (Universidade Estadual Paulista) o desafio é a descentralização: a universidade está em processo de implantar um escritório de relações internacionais em cada um dos 23 campi espalhados pelo interior de São Paulo. Os titulares já foram indicados, e os escritórios estão ativos em unidades que contavam com estrutura anterior. Na maioria dos campi, no entanto, ainda não há essa estrutura – e a meta é organizá-la até o final deste ano, conta José Celso Freire Júnior, assessor de relações externas da Unesp. “Com isso, a ideia é conseguir junto à reitoria estratégias de internacionalização pra construir os programas. Hoje em dia, os projetos são tratados totalmente na reitoria, em São Paulo.”
De acordo com o professor, a Unesp conta com um atrativo para os estrangeiros: “Como a Unesp está em cidades pequenas, muito parecidas com as cidades de onde vêm os intercambistas, a violência não é uma questão premente [como nos grandes centros], temos qualidade de vida”.
Elisa Estronioli - Em São Paulo
Fonte: Uol - Educação

Agenda do Ministro

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

03/09/2010 - Sexta-feira, 3 de setembro de 2010
11h - Comitiva Presidencial - Cerimônia de inauguração simultânea de prédios em 7 campi universitários federais: Santa Maria/UFSM, Carreiros/FURG, Jaguarão/UNIPAMPA, Dom Pedrito/UNIPAMPA, Palmeira das Missões/UFSM, Frederico Westphalen/UFSM e Campus do Vale/UFRGS.
Local: Campus da UFSM em Santa Maria
14h - Comitiva Presidencial - Visita à 33ª edição da Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários - Expointer 2010.
Local: Esteio/RS

Fonte: MEC

Lula enaltece integração latino-americana em aula inaugural de universidade

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

02 de setembro de 2010 - 16:46
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concluiu a aula inaugural da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), nesta quinta-feira, 2, em Foz do Iguaçu (PR), lembrando que “estamos conquistando a nossa independência”. Segundo ele, “depois de 200 anos, estamos começando a andar com as nossas pernas, a falar com a nossa boca e a pensar com a nossa cabeça”.
Na aula, que marca o início das atividades acadêmicas da primeira turma de 300 alunos de seis cursos de graduação da Unila, o presidente Lula disse aos estudantes que falta muito para a conquista plena da integração do continente latino-americano, mas que muitos passos foram dados no seu período de governo.
O fortalecimento do Mercosul e a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) foram citados como partes dessas conquistas. A elevação da autoestima e o orgulho de ser latino-americano foram lembrados pelo presidente como valores a serem cultivados e ampliados dentro da Universidade Federal da Integração Latino-Americana.
A Unila, criada por lei em janeiro deste ano, tem hoje nas salas de aula estudantes brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios. A expectativa do presidente é que a universidade cresça em quantidade de curso e de alunos, mas, principalmente, que acolha jovens de todos os países do continente latino-americano. “Quero ver chilenos, peruanos, equatorianos, salvadorenhos, cubanos, venezuelanos, jovens de todos os países estudando aqui”, disse.
Lula também falou aos universitários sobre as riquezas do Brasil e dos países da região – carvão, petróleo, florestas, potencial hidrelétrico e das desiqualdades do continente. A desiqualdade, segundo ele, não é causada pela escassez de riquezas, mas pela má distribuição dos bens ao longo dos séculos. Para ele, “governos e cidadãos da região começam viver um novo tempo” e se mostram “capazes de reverter e superar as carências por meio da integração”. A Unila, segundo ele, é parte desse esforço.
Ionice Lorenzoni
Fonte: Portal do MEC

Educação é fator de integração política e social, diz Haddad

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

Quinta-feira, 02 de setembro de 2010 - 17:09
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse aos 300 alunos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) que a instituição onde eles estudam tem vocação única no mundo – a de promover a integração do continente.
O encontro de Haddad com os estudantes foi durante a aula inaugural da universidade, proferida pelo presidente Lula, em Foz do Iguaçu (PR), nesta quinta-feira, 2. Integração, segundo o ministro, não é apenas uma questão geográfica, política, social, mas também pode pensar a possibilidade de uma moeda única, de sistemas tributários comuns, a busca de soluções de nossos conflitos, a exploração sustentável das riquezas.
“No campo da educação, as possibilidades de integração são imensas – pelo cinema, música, literatura, história e pela aproximação dos povos indígenas, afro-descendentes, imigrantes e o aproveitamento das riquezas que essas culturas trouxeram de seus berços”, explicou Haddad.
Os desafios para vencer as barreiras também são enormes, segundo o ministro, mas estudantes e professores podem unir forças, gerar conhecimentos novos, aumentar a vontade de descobrir novas riquezas, que são geradas quando acontece a integração de povos. Unila – Com proposta acadêmica inter e transdisciplinar, com aulas bilíngues em português e espanhol e professores brasileiros e estrangeiros, a Unila inaugura um modelo diferente de universidade pública no país. Criada por lei aprovada pelo Congresso Nacional, a instituição existe desde 12 de janeiro deste ano, já selecionou 300 estudantes, sendo 150 brasileiros e 150 argentinos, uruguaios e paraguaios.
Cada curso tem 50 vagas, das quais 25 são para brasileiros e 25 distribuídas para alunos dos três países, do bloco do Mercosul. Os cursos são de ciências biológicas – ecologia e biodiversidade; relações internacionais e integração; economia, integração e desenvolvimento; sociedade, estado e política na América Latina; engenharia ambiental e energias renováveis; e engenharia civil de infraestrutura.
O projeto acadêmico da Unila tem dois ciclos de estudos: o primeiro, com dois semestres, compreende formação nas áreas de metodologia, línguas e estudos da América Latina. Depois dessa etapa, que é comum a todos os cursos, os estudantes começam a formação específica na área escolhida.
Como os alunos são de diferentes regiões do Brasil e dos países do Mercosul, a Unila oferece assistência estudantil àqueles que precisam de ajuda para frequentar a instituição. A assistência compreende moradia, alimentação, transporte e saúde.
Em 2011 – No próximo ano, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana vai abrir 1.700 vagas em 13 novos cursos. A seleção de alunos brasileiros será feita com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. A seleção dos estrangeiros será feita em seus países.
Ionice Lorenzoni
Fonte: Portal do MEC

O Comitê fará parte do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

O Comitê fará parte do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

O Comitê fará parte do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e será um órgão de caráter consultivo destinado a discutir e acompanhar a elaboração e implantação do exame para professores. A criação instituída por meio de portaria assinada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2).
O Comitê será presidido pelo presidente do Inep, José Joaquim Soares Neto, por representantes da Secretaria de Educação Básica do MEC, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME); da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e representantes de instituições formadoras de professores. Os nomes serão indicados por Neto e todos terão mandatos de dois anos de duração.
O grupo deverá avaliar na matriz de referência para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que será elaborada pelo Inep, opinar sobre procedimentos e formas de adesão ao Exame por parte das Secretarias de Educação, de inscrição dos candidatos, divulgação e utilização dos resultados.
O objetivo do MEC é que Estados e municípios, de acordo com os próprios interesses, possam utilizar os resultados desses exames – que serão feitos por quem quiser – para selecionar professores. Até o fim do ano, o Inep espera ter o projeto pronto para ser aplicado já em 2011.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/mec+cria+comite+para+organizar+o+exame+para+carreira+docente/n1237768110748.html

Programa Pró-Letramento poderá atender mais de 1.500 cidades

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

01/09/2010
Estados e municípios que aderiram ao programa Pró-Letramento e ainda não confirmaram sua participação têm até o dia 10 de setembro para enviar ao Ministério da Educação as informações solicitadas, como nome e contatos de um coordenador. O Pró-Letramento, programa de formação continuada para melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura, escrita e matemática, é destinado aos professores das séries iniciais do ensino fundamental de escolas públicas. Poderá atender este ano 1.549 municípios de 24 estados e dez secretarias estaduais de educação que responderam aos seguintes critérios de seleção: não ter participado do programa em anos anteriores, ser município prioritário – aqueles com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) inferior à média nacional – ou que possua demanda para formação de mais de 100 professores, mesmo já tendo participado do Pro-Letramento. No entanto, dos 1.549 municípios que já aderiram, 656 ainda não confirmaram participação. Das dez secretarias de educação, quatro também precisam complementar informações para garantir atendimento em 2010. Para a confirmação da participação no programa é necessário que os municípios e secretarias selecionados indiquem o nome, telefones e endereço eletrônico de um coordenador, bem como endereço da secretaria de educação. As informações devem ser enviadas Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. para o Ministério da Educação. As atribuições do coordenador estão detalhadas no Guia do programa. (Portal MEC)

Fonte: Portal Aprendiz

Faltam docentes qualificados para EAD, diz secretário

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

Larissa Leiros Baroni, de Foz do Iguaçu (PR)
Faltam profissionais qualificados para atender à demanda de crescimento da EAD no Brasil. Foi o que disse Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de educação a distância do MEC (Ministério da Educação), durante a primeira sessão plenária do 16º Congresso Internacional de Educação a Distância, realizada na manhã desta quarta-feira, 1º de setembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O investimento em mão de obra qualificada, segundo ele, é essencial para garantir a qualidade dos cursos oferecidos na modalidade a distância. Ainda que a importância seja reconhecida pela comunidade acadêmica, Bielschowsky afirma que são poucas as instituições de Ensino que priorizam essa prática. “Para fazer educação a distância é preciso gastar. Não dá para cobrar mensalidade de R$ 100 e, ao mesmo tempo, assegurar a qualidade do Ensino”, garante o secretário, que aponta a contratação de recursos humanos como um dos itens mais caros do processo. “EAD tem docência. É inevitável pensar em um sistema de Ensino sem a figura de um professor, mesmo que a distância”.
A necessidade de capacitação de docentes também é reconhecida por Frederic Michael Litto, presidente da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância). “Com o crescimento de 900% do setor nos últimos seis meses, foi preciso improvisar para atender a nova demanda. Profissionais que, mesmo sem experiência, tiveram que ser incorporados ao setor”, explica. Para ele, no entanto, esse improviso segue até hoje. “Não por falta de profissionais qualificados, mas sim por falta de recursos privados e públicos”, assegura. A recomendação de Bielschowsky é que as instituições invistam na contratação de mestres e doutores com experiência acadêmica e científica. Mas, para Litto, não basta ter titulação. “A competência legal é diferente da real. Portanto, a EAD necessita muito mais de doutores. O setor está carente de profissionais que dominem o conteúdo das disciplinas e que, principalmente, conheçam o sistema de ensino a distância”, enfatiza o presidente da ABED.
Além da qualidade da mão de obra, Bielschowsky ressalta a necessidade de manter uma quantidade de profissionais proporcional ao número de alunos. “A cada 50 estudantes é preciso ter um tutor presencial e outro a distância com dedicação de 40 horas semanais”, recomenda. 16º Congresso Internacional de Educação a Distância - Com o tema “Conteúdo, Apoio ao Aprendiz e Certificação - Os Ingredientes Centrais para Eficácia na EAD (Educação a Distância)”, o 16º Congresso Internacional de Educação a Distância, promovido pela ABED, será realizado até o dia 3 de setembro. O Universia Brasil acompanha o evento e divulgará todas as novidades do setor de educação a distância no Brasil e no mundo apresentadas pelo evento. Acompanhe!

Fonte: Portal Universia

Candidato a deputado do PCdoB é acusado de usar banco de dados do ProUni para propaganda eleitoral

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

Rodrigo Alvares
Dezenas de estudantes bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) receberam na última terça-feira, 31, propaganda eleitoral não solicitada enviada pela equipe da campanha do candidato a deputado federal Gustavo Petta (PCdoB-SP). A acusação dos universitários é de que houve uso do banco de dados do programa. O estudante de publicidade Ibrahim Cesar, 21, foi um dos primeiros a alertar para a irregularidade: “Percebi que meu nome estava completo e que a mensagem não era personalizada. Comecei a perguntar às pessoas pelo Twitter e na faculdade”.
O publicitário não foi o único bolsista do ProUni que recebeu o spam. Outros beneficiados de São Paulo contatados pelo Estadão encaminharam a mesma mensagem. Para Ibrahim, o Ministério da Educação, que gerencia o programa cedeu o endereço eletrônico dele e de outros bolsistas. “O que mais me revolta é que não são apenas dados como o meu nome e endereço, são os financeiros. Que outros usos podem fazer destes meus dados? Sinto-me como se meus direitos civis não valessem nada para essa administração”, explica. O e-mail, enviado pela campanha do ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 2003 e 2007, tinha como campo de assunto “Mensagens aos ProUnistas”. “Aos amigos e amigas bolsistas do ProUni, você é um dos 704 mil estudantes brasileiros que estão mudando o rumo da sua própria história e do nosso país com a oportunidade de se formar no ensino superior a partir do Programa Universidade Para Todos, o PROUNI”,
O texto também mostra uma mensagem de apoio do presidente Lula a Petta: “Foi um dos melhores presidentes da UNE, sempre lutando para dar mais acesso á (sic) educação para os nossos jovens, pensando no futuro do nosso Brasil”. Contatado pela reportagem no início da tarde, Gustavo Petta ainda não respondeu ao pedido de entrevista. MEC - A assessoria do MEC declarou, no fim da tarde de hoje, que “Gustavo Petta vai ter de se explicar sobre esse caso. Não se explica. Não demos o mailing do ProUni para ele. Nenhum mailing do MEC está disponível”. Para o ministério, uma das explicações para o candidato ter acesso aos dados poderia ser através da UNE, entidade da qual foi presidente. Cerca de 40% dos bolsistas moram no Estado de São Paulo. “Esse acesso que a UNE tem é institucional, não poderiam ter feito isso”, afirmou o assessor. Petta pode colocar a candidatura em risco e ser impugnado por causa disso”. A assessoria também aproveitou para esclarecer que o MEC não tem a declaração de renda para os alunos provarem estão no perfil do programa e que a responsabilidade de inserção dos alunos é das faculdades e universidades.

Fonte: O Estado de São Paulo

MEC compra 135 milhões de livros para serem usados por estudantes em 2011

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

Os exemplares vão custar R$ 880,2 milhões; maioria dos exemplares é para alunos dos anos finais do fundamental
Agência Brasil
O Ministério da Educação comprou 135 milhões de livros para serem usados por escolas públicas em 2011. Os exemplares vão custar R$ 880,2 milhões, e a compra foi realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático. As obras vão começar a ser entregues nas escolas em outubro, pelos Correios.
Foram adquiridos 1.846 títulos diferentes de 21 editoras, a um preço médio de R$ 6,49 por exemplar. A partir deste ano, a distribuição foi condicionada à adesão ao programa. Mais de 200 municípios não firmaram o convênio e vão ficar sem o livro didático, que é distribuído grátis.
A maior parte dos livros, de acordo com o FNDE, será direcionada a alunos dos anos finais do ensino fundamental. Eles vão receber livros novos de português, matemática, história, geografia, ciências e língua estrangeira. Cada livro deve ser utilizado por três anos consecutivos.
Os alunos dos primeiros anos do ensino fundamental receberão títulos de reposição. Do total das obras, 118,4 milhões serão para estudantes do ensino fundamental e 17 milhões para o ensino médio.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mec-compra-135-milhoes-de-livros-para-serem-usados-por-estudantes-em-2011,604367,0.htm

Impressão do Enem deve começar após feriado

Publicado por Covac Junior em 03 Set 2010 | sob: Sem Categoria

Repete-se a experiência de 2009, quando as provas ficaram prontas a toque de caixa
Rafael Moraes Moura
Prevista para começar anteontem, a impressão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorrerá somente após o feriado de Sete de Setembro, a dois meses da avaliação, marcada para os dias 6 e 7 de novembro. Assim, repete-se a experiência de 2009, quando as provas ficaram prontas a toque de caixa, após o vazamento revelado pelo Estado. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, enfrenta problemas na licitação da gráfica para impressão do exame. No dia 18, a Plural, uma das concorrentes, conseguiu liminar que a mantinha na disputa, mesmo após ter sido considerada inabilitada pelo Inep. Decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região, porém, suspendeu a liminar. O edital previa para anteontem o início da impressão.
O vazamento do Enem 2009 ocorreu nas instalações da Plural, em São Paulo. Em nota, a empresa diz que “não responde por qualquer demanda judicial” e que cabia ao Consórcio Connasel “garantir a segurança e executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte das provas”. A assessoria do MEC reiterou que os cronogramas estão sendo respeitados. Disse que “como todo processo licitatório deve prever alguma conturbação jurídica, já prevíamos um novo cronograma de impressão” e que em 2009 “fizemos a prova toda em 60 dias, depois do furto”.

Fonte: Fonte: Agência Senado

« Página Anterior - Próxima Página »